Autonomia e Flexibilidade Curricular

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O Agrupamento de Escolas D. Afonso Sanches aderiu, em 2017/18, ao Projeto Piloto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, proposto pelo Ministério da Educação. Este projeto pretendia introduzir inovação e flexibilidade no desenvolvimento curricular com o intuito de garantir que as aprendizagens de cada aluno fossem, por um lado, adequadas e personalizadas e, por outro, efetivas, garantindo o desenvolvimento das competências inscritas no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória.

 

A Autonomia e Flexibilidade Curricular (AFC) continua, este ano, a ser parte integrante de um leque de medidas, integradas no Plano de Ação Estratégica do Agrupamento, no âmbito do Programa Nacional de Promoção para o Sucesso Escolar. Desde o ano passado, a implementação da AFC constituiu uma oportunidade única para que a nossa escola olhasse para dentro de si mesma, analisasse todo um conjunto de pressupostos que deveriam existir a fim de permitir o acesso de todos os alunos ao currículo e, após esta reflexão, definisse e alicerçasse práticas inovadoras de trabalho colaborativo, inter e transdisciplinar, tendo sempre presente a articulação entre os diferentes níveis de escolaridade, desde o pré-escolar até ao ensino secundário. A diversidade de um Agrupamento como o nosso, com onze estabelecimentos de ensino, constituiu uma mais-valia, possibilitando múltiplas oportunidades de diversificação de estratégias e de articulação.

 

Após um ano de implementação, com a experiência acumulada e um importante trabalho de auto-avaliação de aplicação de todas as medidas previamente definidas, decidiu-se que, no ensino pré-escolar, se continuaria a dar ênfase ao desenvolvimento das competências leitoras e da escrita, numa perspetiva de atuação preventiva precoce; continuar-se-ia ainda o desenvolvimento de projetos de articulação curricular relacionados com o desenvolvimento da linguagem, nomeadamente, a nível da consciência fonológica. Também as ciências experimentais continuariam a ser alvo de projetos de articulação conjunta entre a Educação Pré-Escolar e o 1.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

 

No que se refere mais particularmente ao 1.º ciclo, procedeu-se à alteração da matriz curricular dos 1.º e 2.º anos, que inclui 4 horas por semana dedicadas ao desenvolvimento de um Domínio de Autonomia Curricular (DAC). Durante este tempo/espaço, os alunos e os professores organizam o seu trabalho em redor de projetos e/ou desafios de aprendizagem de cariz multidisciplinar. Cumulativamente, estão ainda a ser implementadas outras medidas de promoção do sucesso escolar, tais como a coadjuvação em todas as turmas. Esta medida permite promover verdadeiramente a diferenciação pedagógica, assim como a abordagem multinível, de modo a que todos os alunos possam progredir a um ritmo adequado às suas potencialidades. Permite, igualmente, que os docentes possam investir na realização das aprendizagens expressivas dos alunos, contribuindo assim para um maior sucesso educativo e para a prevenção do abandono escolar ao longo do ensino básico.

 

No 2.º ciclo, optou-se por um grande investimento em estratégias potenciadoras de sucesso. Assim, no Apoio ao Estudo, estão a ser desenvolvidos projetos de articulação tendo sido criadas Oficinas (de Escrita, Matemática e Ciências e Expressão Dramática), que permitem desenvolver competências em articulação com as disciplinas do currículo, extrapolando-as para outras dimensões (afetiva, psicossocial, comunitária, etc.). Concomitantemente, mantém-se a implementação do Projeto Pró-Sanches, nas turmas cujo perfil exija um acompanhamento de maior proximidade, no sentido de construir aprendizagens duradouras.

 

No 7.º ano, estão a ser desenvolvidos projetos de articulação curricular entre diferentes disciplinas, mantendo-se, também neste ciclo, a implementação do Projeto Pró-Sanches, sempre que necessário.

 

Em todas as turmas de 9.º ano, 11.º ano e 12.º ano, às disciplinas sujeitas a prova/ exame nacional o currículo está a ser reforçado numa hora semanal.

 

Neste segundo ano de implementação da AFC, as turmas dos 1.º, 2.º, 5.º, 7.º, 10.º e 11.º anos de escolaridade estão a ser abrangidas por várias medidas, nomeadamente, no que respeita à reformulação das planificações das áreas disciplinares/disciplinas dos anos de escolaridade em função das aprendizagens essenciais e ainda no que respeita à visão mais interdisciplinar do currículo, que está espelhada no plano curricular de turma.

 

Tendo por base as competências a desenvolver para atingir o Perfil do Aluno, todos os critérios de avaliação das disciplinas foram adaptados à visão humanista cujas aprendizagens apontam para uma educação escolar em que os alunos constroem e sedimentam uma cultura científica e artística.

 

Quando se trabalha em equipa não há obstáculos que não sejam superados nem sucessos que não sejam alcançados, deste modo, o trabalho colaborativo (TC) entre docentes, realizado quer a nível do conselho de turma, do grupo disciplinar quer a nível do departamento, estrutura-se essencialmente como um processo articulado que promove a partilha de ideias e experiências enriquecedoras, conhecimentos e saberes-fazer, propiciando alcançar favoravelmente os resultados visados.

 

O agrupamento definiu medidas globais como a Estratégia de Educação para a Cidadania na Escola (EECE). Este projeto, que reforça o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, tem como objetivo desenvolver competências pessoais e sociais, promover o pensamento crítico, desenvolver competências de participação ativa e desenvolver conhecimentos em áreas não formais. A abordagem curricular da EECE faz-se a dois níveis, a nível da turma, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento (1.º, 2.º, 5.º, 7.º, 10.º e 11.º anos) e a nível global do Agrupamento.